Noma Explica: Tiers & Waves | Naruto Kayou
Ainda com dúvidas sobre como funcionam os Tiers e as Waves de Naruto Kayou? vem cá que a gente te explica.
NOMA EXPLICA
Noma Explica: Tiers e Waves no Naruto Kayou
Um dos motivos de Naruto Kayou ser tão divertido, ou até mesmo confuso, é que ele mistura dois “sistemas” ao mesmo tempo: Tier (o “tipo de produto”, ligado ao preço/estrutura do pack) e Wave (a “edição/lançamento” daquele mesmo Tier). A notação tipo T2W7 e T2W8 é justamente o atalho que o colecionador usa pra não se perder.
E tem um terceiro elemento que muda o jogo: drop rate. Aqui a gente vai separar o que é garantido (estrutura do produto), o que é modelo de distribuição (quando existe “mix” por box), e o que é chase/case hit (o tipo de carta que não é pra “cair todo dia” — e tudo bem).
O que são Tiers e Waves
Tier é, na prática, uma forma (muito usada pela comunidade) de classificar os produtos pelo MSRP/valor do pack em CNY e, principalmente, pelo tipo de experiência que aquele pack oferece (quantidade de packs por box, e o “nível” de raridades que costuma aparecer). Em guias de colecionador, o Tier 1 é associado a “1 yuan”, o Tier 2 a “2 yuan”, o Tier 3 a “5 yuan” e o Tier 4 a “10 yuan”.
Wave é o “capítulo” de lançamento dentro de um Tier. Exemplo: Tier 2 Wave 7 (T2W7) e Tier 2 Wave 8 (T2W8) são duas waves diferentes do mesmo Tier 2, com listas de cartas e composições de raridade que podem mudar bastante de uma para a outra.
Uma forma bem segura de entender isso é assim:
Tier responde “qual produto é esse?”; Wave responde “de qual edição/lançamento?”.
Como identificar T2W7 e T2W8 na caixa
A forma “de colecionador” de falar é T2W7 e T2W8. A forma “de catálogo/linha” que aparece em muitos guias é via códigos como NR-CC-B007 e NR-CC-B008, associados respectivamente a Tier 2 Wave 7 e Tier 2 Wave 8.
Você também vai ver a comunidade chamando T2W7 de 2M07 (e similares), que é um padrão comum em listagens asiáticas para identificar a “2 yuan / Wave 7”. Um exemplo claro disso aparece em listagem de T2W7 com referência direta a “T2W7” e “2M07”.
Outro detalhe importante: em algumas waves recentes, a numeração/“código de set” da carta pode “resetar” (voltar a R 001, SR 001, etc.). Isso não é “erro”: é uma estratégia comum quando existe reorganização do produto por wave. No checklist do , por exemplo, dá pra ver que T2W7 tem faixas altas (ex.: R 161210), enquanto T2W8 volta a um set “novo” (ex.: R 001050).
O que vem em uma box e em um case
Vamos colocar as unidades na mesa, porque isso resolve 80% das dúvidas de drop rate:
No Tier 2, o padrão de mercado é: 1 box = 30 packs, e, em geral, 5 cartas por pack. Isso aparece repetidamente em listagens e guias (inclusive para Wave 8).
Então, no Tier 2:
1 box → 30 packs → 150 cartas (30 × 5).
Agora o ponto que funciona como “régua” pra falar de case hit:
Para Tiers 1, 2 e 3, um case selado costuma ter 24 boxes, e um master case costuma ter 48 boxes (2 cases).
Isso bate com a forma como muita loja anuncia o Tier 2: por exemplo, uma listagem de T2W7 descreve “Half case = 24 box” e “1 Carton = 48 box”. Ou seja: no vocabulário daquela venda, o “half case” é o case de 24, e o “carton” é o master case de 48.
Essa distinção é crucial porque “drop rate por case” vira matemática simples quando a gente sabe se o case é 24 ou 48.
Drop rates: o que é garantido, o que é provável e o que é chase
Aqui vai a parte mais importante (e que evita frustração): em TCG/CCG, “drop rate” pode significar três coisas diferentes. Não separar isso é a receita perfeita pra treta em comentário.
A seguir, eu vou usar “Tier 2” como base — porque é onde estão T2W7 e T2W8 — e sempre deixar claro o que é certeza e o que é estimativa.
Estrutura garantida do Tier 2
O que dá pra afirmar com segurança sobre Tier 2 é a estrutura do pack:
Cada pack vem com 5 cartas.
O modelo descrito em guias e varejo é: 4 cartas R + 1 carta SR (ou superior).
Em outras palavras: o “slot” principal de hit do Tier 2 é SR+ em todo pack. Isso significa que, em uma box Tier 2 de 30 packs, você tem 30 oportunidades de SR+ (uma por pack), por design do produto.
Isso não garante “quantas UR” ou “quantas SP”, mas garante a lógica: todo pack tem um slot que pode subir a raridade.
Quando existe “mix” por box: exemplo concreto
de distribuição
Algumas waves (ou, pelo menos, algumas distribuições de Tier 2 vendidas no mercado) trazem um “mix” de packs por box, onde parte dos packs vem com um padrão de raridade mais alto.
Um exemplo explícito (publicado em listagem de varejo) descreve, para uma box Tier 2 com 30 packs, a seguinte distribuição de “pack drop rate”:
17/30 packs: “4R + 1 SR ou CR”
8/30 packs: “4R + 1 SSR ou ZR”
5/30 packs: “4R + 1 SSR ou ZR ou UR ou OR ou MP ou SP ou AR”
O que isso deixa cristalino (sem achismo) é que, nesse tipo de box, uma parte relevante dos packs já nasce “programada” para ter chance de SSR/ZR ou melhor, e uma parte menor é o “mix premium” onde podem aparecer as raridades mais altas listadas.
Por que isso é importante? Porque você começa a entender “drop rate” não só como “sorte”, mas como arquitetura de produto: alguns hits acontecem porque parte dos packs da box já vem com “faixa de raridade” diferente.
O que é “case hit” e por que isso muda o cálculo
Agora o conceito que mais gera confusão (e que decide a expectativa de CR):
No hobby, “case hit” é literalmente uma carta (ou categoria de carta) que costuma ser inserida em frequência “uma por case” — ou seja: você não espera ver isso em toda box, mas sim em média ao longo de um case selado.
E aqui vem a conexão direta com Tier 2:
Em um guia atualizado pela comunidade, CR é descrito como “Tier 2 case hit” (ou seja, o chase principal do Tier 2).
Juntando as duas informações:
“case hit” ≈ “um por case” (conceito do hobby)
CR é tratado como case hit do Tier 2
case Tier 2 costuma ter 24 boxes
Você chega na forma mais honesta de comunicar drop rate de CR:
Estimativa prática (case de 24 boxes):
Se CR é um “case hit”, então a expectativa típica é ~1 CR por case (24 boxes). Em probabilidade por box, isso é aproximadamente 1/24 ≈ 4,17% por box (falando de média/expectativa, não de garantia individual).
Estimativa prática (master case de 48 boxes):
Como o master case costuma ser 48 boxes, a expectativa “em média” vira ~2 CR em 48 boxes, mantendo a mesma ordem de grandeza por box (porque é só 2 cases juntos).
O ponto de ouro (e que a Noma sempre reforça): case hit é média ao longo do produto, não um “direito” de quem compra uma única box. Dá pra tirar CR em uma box (acontece), mas também dá pra abrir várias e não ver — e isso está dentro do que o termo “case hit” descreve no hobby.
Sobre drop rate de SP e MR
Aqui vale uma transparência importante: a própria comunidade comenta que, em certos períodos, informações oficiais de pull rate foram removidas (por exemplo, durante uma fase de “gap” de licença), o que faz muita gente depender de estatística de abertura e experiência coletiva.
Então, para SP e MR, existem estimativas de colecionador circulando (ex.: “por volta de 1 a cada 4 boxes” para SP e MR, e “por volta de 1 a cada 20” para CR), mas isso é apresentado como estimativa e não como odds oficiais garantidas na embalagem.
Pra uma comunicação limpa (e com zero pegadinha), o melhor é tratar assim:
CR: chase do Tier 2 / “case hit” (com cálculo ancorado no tamanho do case).
SP/MR: hits altos que aparecem em Tier 2, mas com variação real por wave e por tiragem; quando não houver odds oficiais publicadas, trate como “pode vir” — e não como “vem”.
Diferenças importantes entre T2W7 e T2W8 para colecionar
Aqui é onde Tier e Wave deixam de ser teoria e viram decisão de compra.
O “card pool” muda de verdade
No checklist do , dá pra ver a composição de raridades por wave:
T2W7: CR, SP, MR, UR, SSR, SR e R (sem AR/OR/ZR listados nessa wave).
T2W8: CR, SP, MR, AR, UR, SSR, SR e R.
Ou seja: T2W8 traz AR no Tier 2, enquanto T2W7 (no próprio resumo do checklist) aparece sem AR.
T2W7 foi uma “virada” de design
Um guia comunitário descreve T2W7 como a “maior mudança em anos” e lista alterações bem fortes:
remoção de ZR (que aparecia em waves anteriores do Tier 2),
ausência de AR e OR na configuração discutida,
e uma reestruturação geral do set (incluindo adição de cartas de , segundo o mesmo guia).
Na prática, o que isso significa para você (colecionador)?
Se você quer especificamente experiências/estéticas que dependem de AR/OR/ZR, a wave importa, porque pode simplesmente não existir aquilo nela.
Se seu foco é o chase CR e a line-up de SP/MR/UR/SSR de uma wave específica, aí T2W7 e T2W8 viram dois “universos” diferentes — mesmo dentro do mesmo Tier 2.
Como a Noma recomenda ler e comunicar odds
Pra fechar do jeito que combina com a Noma Card House: odds não são promessa; odds são transparência.
A forma mais correta (e mais respeitosa com quem compra) de comunicar “drop rate” em Tier 2 é sempre por camadas:
Primeiro, dizer o que é certo: 30 packs por box, 5 cartas por pack, e 1 carta SR ou superior garantida por pack (ou seja: 30 slots SR+ por box).
Depois, dizer o que é “chase” e como calcular: CR é tratado como case hit do Tier 2, e “case hit” significa algo na linha de “um por case” no hobby; com case de 24 boxes, a expectativa vira ~1/24 por box (em média).
E, por último, dizer o que depende de wave/tiragem: T2W7 e T2W8 têm pools de raridade diferentes (ex.: AR aparece em T2W8 no checklist, e não aparece no resumo de T2W7), então qualquer “média de hits” precisa estar amarrada à wave certa.